Vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio Grande do Sul, Paula Grill Silva Pereira fala a partir de uma vivência construída entre a advocacia do interior e a atuação institucional na CAARS, hoje presidida por Neusa Maria Rolim Bastos. Natural de Pelotas, onde também exerceu funções junto à subseção da OAB, ela aborda nesta entrevista o papel da Caixa na saúde física e mental da advocacia, a presença do Ônibus da CAARS nas 107 subseções, a ampliação dos serviços, a vacinação, a telemedicina, o esporte, os 80 anos da instituição e a resposta da entidade às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. O Programa Em Evidência na TV (aos domingos na Masper TV, canal 520 da Claro NET, das 17h30 às 18h30, e também no canal @revistaemevidencia no YouTube) também traz uma conversa sobre interiorização, acolhimento, tecnologia, inteligência artificial e a necessidade de manter a advocacia amparada para exercer sua função com equilíbrio, preparo e responsabilidade. Confira.
De que forma a trajetória institucional, com passagens por diferentes funções de representação da advocacia, contribuiu para a construção das prioridades da gestão na CAARS?
Todo esse caminho que percorri dentro do sistema, como conselheira, tesoureira e presidente de subseção, me permitiu verificar e conhecer melhor o que a advocacia precisa. Porque não podemos pensar a advocacia apenas pelo aspecto do trabalho.
Para trabalhar bem, é preciso ter apoio. Toda essa trajetória me fez enxergar as necessidades que temos para além do exercício profissional.
Nos últimos anos, o que mudou na forma de cuidar da advocacia na área da saúde e nos demais serviços oferecidos pela CAARS?
Passamos a prestar muita atenção na prevenção. Em vez de esperar o problema acontecer para tratá-lo depois, entendemos que era necessário prevenir aquilo que poderia trazer dificuldades.
E fazemos essa prevenção por meio de saúde, bem-estar, lazer, prática de exercícios e tudo aquilo que a Caixa oferece para a advocacia, estagiários e seus dependentes.
Como a Corrida da Advocacia se consolidou dentro do calendário de eventos da CAARS?
Temos o nosso calendário de eventos durante o ano, e quem encerra todos eles é a Corrida da Advocacia, realizada na Rótula das Cuias, geralmente no mês de dezembro.
A corrida tem percursos de três, cinco e dez quilômetros, além da corrida kids. O pessoal leva muito a sério. Temos vários advogados corredores, que praticam corrida e que são maratonistas.
Também temos o nosso parador na orla, o Parador da Advocacia, que aos sábados fica montado para atender o pessoal que corre na orla.
A CAARS completou 80 anos no dia 30 de maio. Que mudanças marcaram essa trajetória desde o início da instituição até a estrutura atual?
Com certeza, muita coisa mudou. Muita coisa foi trazida e implantada. Hoje, no nosso Centro de Saúde, temos clínica de vacinação, posto de coleta, especialidades médicas, odontologia e fisioterapia.
Além disso, também temos atendimento na Andradas, onde há psiquiatras, dentistas e fisioterapeuta. Temos ainda o Trend. É uma gama de serviços oferecidos para a advocacia.
Com a NR1 e a maior atenção à saúde emocional, a CAARS já vinha desenvolvendo esse tipo de cuidado?
Sim, com certeza. Temos o nosso trabalho com as psicólogas e temos o nosso psiquiatra.
E, em seguida, ainda dentro dos 80 anos, possivelmente teremos novidades nessa área. Devemos ter novidades ainda este ano.
Ainda há incompreensão sobre o papel do advogado, especialmente quando se trata da defesa criminal?
Com certeza. E falo aqui de uma questão pessoal. Principalmente os colegas que atuam na área criminal enfrentam, muitas vezes, a incompreensão de pessoas que não entendem que todos têm direito de defesa.
Seja quem for, o advogado está ali fazendo o seu trabalho. Ainda que a pessoa seja culpada, ela tem direito a um processo que transcorra dentro da legalidade, com o devido processo legal, sem que os ritos sejam desvirtuados.
É isso que muitas vezes a sociedade não consegue entender. É preciso garantir o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, para que todos tenham esse direito.
Como nasceu o Ônibus da CAARS e por que ele deixou de ser apenas o Ônibus da Saúde?
O ônibus nasceu ainda na primeira gestão do presidente Pedro Alfonsin. Não me recordo bem se foi em 2019 ou 2020. Veio como Ônibus da Saúde, porque levava para o interior serviços de odontologia e de saúde.
Depois, na segunda gestão do presidente Pedro, quando eu estava na vice-presidência dele, junto com Morgana Bordignon, que era secretária-geral, Alessandra Glufke, secretária adjunta, e Matheus Ayres Torres, na tesouraria, resolvemos ampliar os serviços que acompanhavam o ônibus.
Passamos a incluir o Estúdio CAARS, os planos de saúde passaram a acompanhar o ônibus, assim como a loja da advocacia. Ampliamos os serviços de saúde, colocamos balança de bioimpedância e teste de acuidade visual.
Então vimos que precisávamos mudar o nome. Não poderia mais ser Ônibus da Saúde, porque ele tinha outros serviços. Foi então que passou a se chamar Ônibus da CAARS. Ele visita todas as 107 subseções, levando esses serviços para a advocacia do interior.
Qual é a importância do Ônibus da CAARS para a advocacia do interior, considerando a extensão do Rio Grande do Sul e a estrutura das 107 subseções?
O Rio Grande do Sul é muito grande, e o ônibus abrange todo o estado. Existe uma visão muito própria de quem é do interior — e eu sou do interior, sou de Pelotas, do sul do estado.
Pelotas é uma das maiores cidades e uma das maiores subseções do estado, mas é interior. Como temos várias outras subseções, há essa necessidade de levar todos esses serviços que temos para o interior.
O advogado do interior paga a mesma anuidade que o advogado da capital. Então essa é uma das funções do ônibus.
Além dos serviços existentes em algumas subseções — em Pelotas mesmo temos uma subsede da Caixa, assim como há em Caxias e em Santa Maria — também levamos outros atendimentos. Para as subseções menores, que não têm esses serviços na sede, o ônibus leva.
O ônibus leva inclusive vacinas. Temos a nossa clínica de vacinas. O advogado sabe que o ônibus estará na subseção naquele dia, liga antes, entra em contato com a nossa enfermeira responsável e informa que quer determinada vacina.
Como a CAARS encontrou uma forma de ampliar o acesso às vacinas mesmo quando o ônibus não consegue retornar várias vezes à mesma subseção?
O ônibus não consegue ir três vezes à mesma subseção. Ele vai uma ou duas vezes, e conseguimos levar serviços a todas as subseções uma ou duas vezes ao ano.
Por isso, ampliamos essa questão da clínica de vacinas por meio de um convênio com a Panvel. Todas as subseções do interior têm, na Panvel, as mesmas vacinas que temos na nossa clínica, pelo preço aplicado na nossa clínica.
Então, se uma vacina custa R$ 1.000 na Panvel, mas nós temos na nossa clínica por R$ 900, os advogados do interior podem ir a qualquer Panvel Clinic, às vacinadoras, utilizar o convênio e aplicar a vacina pelo mesmo preço nosso.
Como funciona hoje a comprovação do vínculo do advogado ou dependente para utilizar serviços e convênios da CAARS?
Hoje é pelo aplicativo da CAARS. Antigamente havia as carteirinhas de dependentes e a carteirinha de advogado. Hoje temos o aplicativo.
Dependendo do conveniado, como a Panvel, há acesso ao sistema, e o conveniado consegue fazer essa verificação.
O Ônibus da CAARS começou pouco antes da pandemia. Como foi a retomada depois daquele período?
Sim, começou um pouco antes da pandemia. Ele deu aquela parada e, depois, conforme começaram as liberações, voltou a ir para o interior levando os serviços.
Primeiro, ia apenas com dentista e testes rápidos. Depois, na gestão seguinte, agregamos todos aqueles serviços que já mencionei.
Depois de percorrer o Rio Grande do Sul pela CAARS, qual foi o principal aprendizado no contato direto com a advocacia do interior?
Essa aproximação com o interior do estado nos leva a ver como há necessidade de o advogado do interior se sentir acolhido, abraçado e ouvido.
Nós, do interior — e aí eu me incluo —, muitas vezes tínhamos a ideia de que estávamos meio afastados da advocacia da capital e dos serviços da capital.
Agora, com toda essa aproximação, não só da CAARS, mas principalmente do presidente Leonardo Lamachia, indo a todas as subseções mais de uma vez, isso valoriza a advocacia do interior. Faz com que ela se sinta valorizada, prestigiada e também ouvida.
As subseções da OAB no Rio Grande do Sul contam com sedes físicas?
Sim. Desde a época do Cláudio Lamachia, temos a ideia de nenhuma subseção sem sede.
Na gestão passada, criamos o PODE, Programa Orientado de Desenvolvimento das Estruturas. Foram feitas várias melhorias naquelas subseções que já tinham sede e que, pelo desgaste do tempo, precisavam de algumas reformas e melhorias.
Isso também foi feito. Praticamente todas as subseções têm sua sede.
Como foi o contato com a CAARS em Pelotas e de que forma essa experiência se relaciona com a trajetória até a vice-presidência?
Em Pelotas, tínhamos serviços da CAARS dentro da sede da subseção. Eu me formei em Pelotas mesmo. A subseção sempre teve, há muito tempo, dentista. Tínhamos e temos fisioterapeuta. Em uma época, tivemos também massoterapeuta.
Então havia esse contato com a CAARS pelos serviços oferecidos. E eu, como tesoureira e como presidente da subseção por duas gestões, precisava manter esse contato, porque os funcionários da CAARS estavam dentro da nossa subseção. Estavam e estão.
Na realidade, eu não imaginava chegar à vice-presidência. Trabalha-se pensando no colega, não em galgar algum lugar. Muitas vezes as coisas acontecem naturalmente, pelo serviço que é feito e reconhecido.
A estrutura da CAARS costuma surpreender representantes de outras entidades que conhecem os serviços de perto?
Sim. Há algum tempo, atendi um pessoal que era de uma caixa de assistência, entre aspas, de um conselho de classe.
Eles vieram conhecer tudo o que a Caixa dos Advogados oferecia e saíram daqui encantados. Ficaram maravilhados com os serviços, os convênios, os planos de saúde, todos os benefícios que temos e também com a telemedicina.
Como funciona a telemedicina oferecida pela CAARS?
Temos telemedicina. São mais de 22 especialidades em telemedicina oferecidas aos colegas.
Nas consultas, temos psicologia e psiquiatria. Isso ajuda muito e democratiza o atendimento. A pessoa pode estar viajando, em qualquer lugar, ter um problema e acessar o serviço.
Como a CAARS organiza o atendimento para alcançar as diferentes regiões do Rio Grande do Sul?
Na realidade, dividimos o estado em nove regiões: Costa Doce, Região Metropolitana, Planalto, Central, Fronteira, entre outras.
E tentamos levar sempre tudo de maneira uniforme para todas as subseções, para as 107.
Por que cuidar da saúde também é investir na própria advocacia?
Como vou trabalhar se não tiver saúde? Eu não vou conseguir. Tanto a saúde física quanto a saúde mental são fundamentais.
Por muito tempo, os psicotrópicos foram os remédios mais vendidos para a advocacia. Conseguimos ter esse controle pelos convênios que temos. Hoje, as canetas superaram.
Mas isso demonstra que precisamos cuidar da saúde e da prevenção. Por isso temos campanhas de saúde mental, campanha de prevenção ao câncer de mama, campanha de prevenção ao câncer de próstata.
Também fizemos uma campanha para cuidar da visão. No ano passado, em uma campanha que geralmente acontece a cada dois anos, subsidiamos parte das consultas com oftalmologistas para toda a advocacia. É exatamente para cuidar.
Nós sabemos: as letrinhas começam a ficar pequenas, a mão começa a afastar o celular, o braço vai longe. Essas coisas também fazem parte do cuidado com a saúde.
A rotina de prazos, clientes e volume de processos aumenta a pressão sobre os advogados?
O advogado vive sempre assoberbado de serviço e com prazos a cumprir. A questão dos prazos é uma pressão sofrida diariamente.
Temos também o cliente. Enquanto o advogado tem vários processos e o Judiciário tem milhares, para o cliente o processo dele é o único. Então existe essa cobrança, e isso sobrecarrega, com certeza, o advogado.
Por isso é tão importante cuidar da saúde física e da saúde mental.
Qual é o papel da atualização permanente para a advocacia, especialmente em uma época marcada pela inteligência artificial?
Para isso temos a nossa Escola Superior de Advocacia.
Em uma época em que vivemos com inteligência artificial, é mais do que necessário estar sempre se atualizando e se aprimorando, para não ficar para trás.
A inteligência artificial pode ajudar a advocacia, mas quais cuidados precisam ser observados no uso dessas ferramentas?
Com certeza é preciso ter responsabilidade. Tivemos casos que mostram que tudo deve ser utilizado com parcimônia.
Não posso mandar a inteligência artificial fazer uma petição e não conferir. Ela deve ser, na realidade, um auxiliar do advogado. Mas sempre com conferência, vendo se aquilo é correto.
É uma ferramenta para ajudar e ganhar tempo, mas não substitui a responsabilidade do profissional.
Como a CAARS vinha organizando a vacinação contra a gripe antes da mudança feita este ano?
Nós vínhamos fazendo, há algum tempo, a nossa campanha de vacinação contra a gripe sempre antes da rede pública, assim que conseguíamos as doses.
A nossa vacina é diferente da vacina da rede pública. A rede pública oferece a trivalente, e nós aplicamos a quadrivalente. Então sempre tentávamos, e conseguíamos, começar antes da rede pública.
Quando a vacina chegava, saíamos a distribuir em todo o estado. Conseguíamos vencer o estado em mais ou menos duas semanas. Levávamos a vacina para todo o interior do Rio Grande do Sul, para advogados e seus dependentes, com um preço bem abaixo do mercado e com uma vacina melhor.
O que mudou na campanha de vacinação com a parceria entre a CAARS e a Panvel?
Este ano mudamos ainda mais. Fizemos um convênio, uma parceria, na realidade, com a Panvel.
Nas cidades onde havia Panvel Clinic vacinadoras, o advogado não precisou ficar preso à ideia de que só poderia se vacinar em determinado dia. Antes, nós íamos em um dia específico. Com a Panvel Clinic, ele poderia ir no dia que quisesse e fazer a vacina.
Se estivesse em São Paulo e houvesse uma Panvel Clinic, também poderia se vacinar. A parceria valeu para Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, em todos os locais onde a Panvel tivesse Panvel Clinic.
No interior, a Panvel foi em dias específicos e também levou a vacinação para todos os advogados.
Como a vacinação gratuita entrou nas ações comemorativas dos 80 anos da CAARS?
Como a Caixa estava fazendo 80 anos, demos um presente para a advocacia: a vacinação gratuita.
Eram doses limitadas, mas conseguimos atender um número maior do que no ano passado. Inclusive, dobramos o nosso número de vacinados entre advogados e dependentes. Mais do que dobramos em relação ao ano passado.
Foi mais um presente para a advocacia.
Como a sede da OAB e da CAARS foi impactada pelas enchentes e como a entidade se reorganizou naquele período?
A sede ficou alagada. Estávamos em reunião virtual das duas diretorias, uma reunião ampliada, quando, de repente, o presidente Leonardo disse: “Minha gente, eu vou ter que terminar a reunião porque a água está chegando”.
Terminamos a reunião, eles saíram daqui e, graças a Deus, saiu tudo tranquilo. Não ficamos sem sede porque a UFRGS nos recebeu.
Aqui entrou água. Acho que foram uns 50 centímetros. Fechou, não deu para usar. Eu estava em Pelotas, com estrada interditada. Então, nesse período, as nossas reuniões eram virtuais, para dar jeito em tudo o que era necessário fazer.
Tínhamos advogados atingidos, então precisávamos ver como ajudar esses colegas. E fizemos isso.
A atuação da CAARS nas enchentes começou antes de 2024?
Sim. Antes da enchente de 2024, tivemos a enchente na região dos vales, em 2023. Naquele período, já tínhamos atuado. Fomos os primeiros a chegar.
Quando começaram a vir as notícias e os pedidos dos colegas, o presidente Pedro, o presidente Leonardo e todas as diretorias começaram a conversar. Elaboramos um projeto de auxílio emergencial naquela época e mandamos as nossas assistentes sociais para conversar com os advogados.
Chamou a atenção, em um vídeo feito posteriormente, como aquele abraço, aquele acolhimento das assistentes sociais, marcou a vida daqueles advogados que tinham perdido tudo.
Eles falavam do auxílio, mas nenhum deles deixou de falar no abraço e no acolhimento que receberam das nossas assistentes sociais. Isso me marcou muito: a fala dos colegas em relação a esse acolhimento feito naquele momento.
Depois, nas enchentes de 2024, também fizemos um auxílio e beneficiamos quase 2.000 advogados com auxílio em dinheiro.
Além dos danos materiais, que impactos as enchentes de 2024 trouxeram para o funcionamento da Justiça?
Na enchente de 2024, tivemos um problema ainda pior: não havia como andar com os processos, porque todos os tribunais tinham sido atingidos.
Os tribunais suspenderam os prazos aqui no Rio Grande do Sul, mas o presidente Leonardo Lamachia conseguiu, na época, que os prazos dos processos daqui também fossem suspensos nos tribunais superiores.
Não havia como trabalhar. Os tribunais não trabalhavam aqui, e grande parte dos advogados estava com os escritórios embaixo d’água.
Todos foram atingidos: Tribunal de Justiça, Tribunal do Trabalho e Tribunal Regional Federal. Todos tinham que dar prazo. Tinha que suspender, porque não havia como.
Os dependentes dos advogados também são atendidos pelos serviços da CAARS?
Sim. Os dependentes também são abrangidos pelo sistema e têm atendimento.
Há algumas situações que são exclusivas para a advocacia, como o Estúdio CAARS, que oferece fotos profissionais e é exclusivo para advogados. Mas há inúmeros outros serviços voltados aos dependentes. O serviço de saúde é um deles.
Quando ficou claro que o cuidado com a saúde teria resultado concreto para a advocacia?
Como já falei antes, ninguém vive e ninguém trabalha sem saúde. Se estou doente, seja mental ou fisicamente, não consigo trabalhar.
Ainda que seja alguma coisa pequena, aquilo me atrapalha no serviço. Então, quanto melhor eu estiver fisicamente e quanto melhor eu estiver mentalmente — e, para isso, preciso ter uma rede de apoio do meu órgão de classe, que nós temos aqui — melhor vou trabalhar e melhor vou render.
Isso beneficia não só a mim. Beneficia o meu cliente, beneficia o trato que vou ter com os outros operadores do direito e com os servidores. Todo mundo ganha.
A própria advocacia passou a perceber com mais clareza a importância do cuidado com a saúde?
Com certeza. O pessoal se dá conta de que precisa se cuidar.
Não adianta: sem saúde, não adianta.
Como a CAARS ampliou sua atuação para além da assistência originalmente imaginada?
Eu acho que, quando criaram as caixas, talvez não pensassem em tudo o que seria necessário fazer e em tudo o que vem sendo feito para a melhoria dos advogados.
Não é só na saúde, mas também no esporte. Vamos ter os Jogos da Advocacia do Rio Grande do Sul em setembro, realizados na PUC.
São inúmeras modalidades: futebol, vôlei, padel, beach tennis, jiu-jítsu e vários outros esportes. É mais uma forma de o pessoal confraternizar e praticar esporte. E esporte é saúde.
Diante da tecnologia, da reconstrução após as enchentes e da expansão dos serviços, quais são os planos da CAARS?
A expansão. Sempre expandir os serviços e aproximar.
Para mim, uma das coisas mais importantes que se pode fazer é aproximar cada vez mais a Caixa do interior do estado. É preciso que o advogado se sinta cada vez mais abraçado e acolhido.
Ele já vem se sentindo assim, mas queremos que isso aumente cada vez mais. Que ele se sinta parte integrante.
Ele pode estar lá em Itaqui, que é a nossa subseção mais longe, mas precisa se sentir representado, acolhido e saber que pode contar com a Caixa de Assistência.
Como a experiência de quem vem do interior influencia essa visão de aproximação com as subseções?
Fala quem vem do interior.
Aqui na Caixa de Assistência, estou na minha segunda gestão. Comecei na gestão passada, na vice-presidência com o presidente Pedro Alfonsin, e hoje sigo na vice-presidência com a presidente Neusa Bastos.
Em Pelotas, esse trabalho já tinha começado. Eu tinha sido conselheira, depois fui tesoureira, tive um período fora e depois voltei como tesoureira.
Qual é a dimensão da subseção de Pelotas e que relação a cidade mantém com essa trajetória?
Pelotas é uma cidade grande. Somos mais de 4.000 advogados e mais de 350 mil habitantes.
É a terra dos doces. E teremos a Fenadoce em julho.
